Manejo de cipós preserva mata nativa nos parques



A Secretaria de Meio Ambiente e Bem Estar Animal (Sema) prossegue com o manejo de plantas invasoras nos parques da cidade. O objetivo é deter o avanço da Merremia tuberosa, cipó que compete com outras espécies da mata original por luz e nutrientes.

Depois de obter autorização de intervenção florestal, servidores da Sema e Secretaria de Serviços Públicos (Semusp) foram capacitados, no início do ano passado, por biólogos e botânicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A medida foi fundamental para evitar a poda das mais de 300 espécies nativas dos parques e reconhecer as invasoras”, observa o biólogo da Sema, Rogério Lima, lembrando que nem todo cipó é exótico, causando desiquilíbrio ambiental e devendo ser eliminado.

Após a poda dos cipós, as folhas secam e dão oportunidade de crescimento às espécies antes “estranguladas”, com sobrepeso nas copas e sem contato com a luz. “A comunidade deve compreender que muitas plantas das quais secam drasticamente no entorno do parque são cipós invasores, e não consequência de pragas ou outras doenças”, lembra o gerente de Parques da Sema, Adeilson da Silva.

Com a abertura de espaço na mata, a Sema já realizou a recomposição vegetal por meio do plantio de mais de 100 mudas de cedro, peroba, ingá e outras espécies nativas. As mudas são produzidas a partir de sementes retiradas dos próprios parques e tratadas no Viveiro Municipal.

Devido a um quadro reduzido de servidores e uma vasta área de abrangência, a Sema estuda a contratação neste ano de uma equipe itinerante. A atuação seria intensificada e realizada no Parque do Ingá, Bosque II e no Parque das Palmeiras.
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