Ex- secretário de Beto Richa enfrenta processo por espalhar notícias falsas nas redes sociais




A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Ministério Público Federal (MPF) pediu a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos do deputado estadual eleito e ex-Secretário de Segurança Pública do Estado do Paraná, na gestão de Beto Richa, Fernando Francischini (PSL).
A ação, assinada pela Procuradora Regional Eleitoral Eloisa Helena Machado, viu indicio que o deputado federal Francischini divulgou "notícias falsas acerca de lisura do pleito eleitoral" e teve "promoção pessoal e partidária no dia da eleição".

O que motivou a ação foi um vídeo postado na página do Facebook do então candidato a deputado estadual Francischini em 7 de outubro, dia do primeiro turno das eleições, em que o parlamentar disse que as urnas eletrônicas estavam fraudadas; já que temia perder a eleição e com medo de que Fernando Haddad, pudesse virar o pleito na última hora e o trabalho da extrema direita fosse ladeira abaixo.

Outro fator que poderia pesar contra a eleição de Fernando Francischini é o fato dele ter sido o principal responsável pelo massacre dos professores do Paraná no dia 29 de abril de 2015, a época que ele ocupava a Secretária de Segurança Pública do Paraná e transformou o local em uma praça de guerra, onde os principais agredidos foram os professores da rede estadual de ensino, que em greve pedia o reajuste salarial e a ordem para coibir a manifestação partiu do próprio secretário.


A postagem na qual ele disse que as urnas estavam fraudadas, foi feita enquanto as votações aconteciam em todo Brasil. Segundo o MPF, o vídeo teve 6 milhões de visualizações.

Fernando Francischini é deputado federal e foi eleito deputado estadual com a maior votação da história do Paraná, com 427 mil votos e não precisaria de fraude para ser o mais votado.

De acordo com a ação, o Tribunal Regional Eleitoral comprovou mais tarde, em auditoria, que não houve fraude e portanto, tem que responder pela ousadia da mentira deslavada.

A ação afirma que "outra mentira disseminada no vídeo é de que as urnas do Colégio Positivo foram apreendidas". Segundo o MPF, não houve apreensão, mas substituição de urnas que apresentaram problemas.

"Além disso, com o vídeo, conseguiu claramente, fazer autopromoção e propaganda pessoal e partidária, justamente no dia da eleição, quando há vedação expressa a qualquer tipo de propaganda, configurando até mesmo crime eleitoral", diz a ação.

De acordo com o pedido de cassação, o vídeo "levou, as pessoas, notícias falaciosas, e criou um estado de ânimo bastante beligerante, como também era a intenção do seu autor".


O que diz o deputado
Francischini se posicionou sobre o pedido em sua conta no Twitter. "O dia que eu, deputado federal, for cassado por cumprir meu dever de fiscalizar as urnas eletrônicas e os políticos bandidos continuarem impunes, a democracia virará pó".

Ele afirmou que "imunidade parlamentar constitucional serve para isso".    Só pelo comentário, dá para ter a certeza que o parlamentar do Partido Social Liberal, acredita na impunidade.

O pedido de cassação afirma, no entanto, "que a imunidade parlamentar não pode ser aplicada integralmente nos casos eleitorais em que o parlamentar também é candidato, sob pena de ferir a isonomia com os outros candidatos".

Cabe agora ao Tribunal Regional Eleitoral analisar a denúncia e punir com rigor a atitude antidemocrática do deputado.



Share on Google Plus

About Agência de Noticia News

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comentários :

Postar um comentário