Rede social expõe problema da saúde em Cuiabá



No mês de junho, numa quarta-feira(06) a cidade de Cuiabá obrigatoriamente, teria que ser notícia em todo o Brasil. O vereador Abílio Junior(PSC) exercendo a função de fiscalizar as ações do executivo, esteve na secretária de saúde de sua cidade para colher informações sobre os trabalhos desenvolvidos por aquele órgão.

Alguém do departamento, não gostou da presença do parlamentar e chamou a polícia militar para prendê-lo.

O edil denunciou, na tribuna da Câmara Municipal na sessão seguinte, numa quinta-feira (07), que a tentativa de uso de força policial teve por objetivo o cerceamento de informações da Pasta, que tentava levantar.

Abílio júnior(PSC), conhecedor de suas funções, gravou um vídeo do momento (veja abaixo), que foi mostrado a todos os demais parlamentares.

 “Eu fiquei 3h52 minutos na secretaria de Saúde tentando buscar informações, recebi denúncia de que estava sendo realizada uma pesquisa com os servidores da pasta para saber quem indicou cada um. Isso é assédio moral. Enquanto aguardava, chegaram dois oficiais da polícia para me prender, foi quando comecei a gravar.  Mostrei a Lei Orgânica para eles, provando que posso fiscalizar, coletar informações e eles ficaram do meu lado”.

Com a movimentação que aconteceu no local, o responsável pelo jurídico da secretaria foi obrigado a comparecer a sala onde o parlamentar se encontrava e reconheceu que o vereador estava em seu direito e que passariam as informações.

“Mas depois declarou que o secretário-adjunto ordenou que não me passasse nada e me expulsou da secretaria”.

 O vereador disse que um dos policiais declarou que foram chamados por uma pessoa diretamente ligada ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

Frente à denúncia, o presidente da Câmara Justino Malheiros (PV) fez dois apontamentos. Primeiro pediu que o vereador conversasse com o apoio legislativo da casa, pois está cometendo equívocos na forma de atuação.

Em seguida, convocou uma reunião ampliada para segunda-feira (11), da semana seguinte, durante encontro do Colégio de Líderes, com os 25 vereadores e ressaltou que serão tomadas providências sérias e enérgicas em relação ao pedido de prisão. “Isso, como presidente, não posso admitir”.

Na mesma sessão, o vereador Dilemário Alencar (Pros) pediu a aprovação de uma moção de repúdio. “Quem precisa de polícia é outra pessoa, não o vereador. Abílio estava em seu direito, chamar a polícia para vereador já é demais, é brincadeira. Daqui uns dias vão passar cadeado na prefeitura de Cuiabá e impedir os vereadores de entrar naquele recinto. Essa casa tem que reagir”.

Diego Guimarães (PP) afirmou que a mesa diretora da Casa precisa se posicionar. “Não é momento de atacar o vereador Abílio, independentemente de situação ou oposição, não podemos apequenar a prerrogativa de vereador em nome da defesa do governo. O parlamentar tem direito ao livre acesso a todo e qualquer órgão do Executivo e temos que exercer plenamente nosso mandato”.

Além da denúncia relativa ao Executivo, Abílio disse ter sido ameaçado, durante a sessão, pelos vereadores Paulo Araújo (PP) e Adevair Cabral (PSDB). “Se estou mexendo em algo que vai te prejudicar, não passe pela minha cadeira dizendo que estou ferrado, pois isso não me ameaça, isso me motiva”, afirmou.



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