Prefeitura vai restaurar Capela Santa Cruz, patrimônio histórico do PR



A Prefeitura de Maringá realizará a restauração da Capela Santa Cruz. A Associação Civil Carmelitas da Caridade, administradora do prédio, solicitou a reforma do bem, tombado como patrimônio histórico do município e do Estado. Conforme a lei complementar 1.105/2017, o poder público municipal pode custear reforma de local de relevante interesse histórico, cultural e social.

A associação é uma instituição sem fins lucrativos e não conta com recursos para esta finalidade. A restauração também foi aprovada pela Comissão Especial de Proteção do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (CEPPHAC)”, destaca o secretário de Cultura, Miguel Fernando, lembrando que após parecer favorável da Procuradoria do Município serão iniciados os processos licitatórios para os projetos e obras. A capela estará interditada a partir desta sexta, 2, e reaberta apenas após a conclusão das obras.

A diretora do Colégio Santa Cruz, instituição também provida pela Carmelitas, Ana Thereza, salienta que o prédio está com as estruturas comprometidas, o que coloca em risco os visitantes. “Engenheiros já estiveram na capela, que além de problemas na cobertura, tem um certo 'afundamento' de toda estrutura”, explica.

O secretário de Cultura acrescenta que a intervenção também objetiva a conservação e a originalidade da capela. “A última restauração foi na década de 1990. A estrutura em madeira se deteriora com a água da chuva, sendo necessária uma reforma que também revitalize sua exuberância estética”, afirma.

A capela Santa Cruz é a única igreja em madeira situada na área urbana de Maringá e da Região do Norte Novo paranaense. Desenhada e construída pelo carpinteiro Anton Joseph Christoph, representa o período de colonização nos anos de 1940.

A construção entre os anos de 1946/1947 em peroba rosa, madeira de lei encontrada em abundância na região, foi iniciativa da própria comunidade na localidade onde se concentrou o núcleo original de Maringá. Algumas das imagens de santos foram trazidas da Espanha.

O historiador do Patrimônio Histórico da Semuc, João Laércio Lopes Leal, explica que a capela não é apenas um monumento histórico. “Sua construção não estava dentro dos planos da companhia colonizadora, sendo uma vontade da comunidade”, afirma. “É uma identidade do Maringá Velho”, finaliza o historiador.

Junto com as capelas Nossa Senhora da Aparecida (Estrada Guaiapó) e São Bonifácio (Estrada Jaguaruna – Gleba Pinguim), a Santa Cruz abriu neste ano o projeto da Semuc “City Tour Histórico” que visa valorizar os bens tombados como patrimônio histórico do município.
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