Mandaguaçu - Uma tragédia anunciada




O que aconteceu num condomínio fechado em Mandaguaçu, no dia 20 de outubro de 2016? Data em que Celia Simoni Ligeiro da Silva(41) foi atingida com um tiro no peito, ao meio do dia, pelo seu marido Aparecido Alves da Silva(52).

Quem poderia responder essa pergunta, seriam os funcionários que serviam a residência e o filho do casal, na época com 16 anos, que estavam na residência, na hora em que começou o conflito.

No momento do embate, quando o conflito atingiu o seu ápice em que Aparecido Alves da Silva, faz uso da arma de fogo para ferir a esposa, o filho entra na frente, tentando impedir que os projeteis saído da arma atinja a mãe e, a todo custo, evitar a morte da mulher.

A crônica policial do dia seguinte tratou o ato, como ciúme doentio. Mas os repórteres não procuram ouvir o cidadão responsabilizado pelo crime sobre a sua causa. O que estava em jogo, naquele momento, era a estrutura familiar e um homem, que desesperadamente queria manter a família unida.

O que foi dito que provocou a ira do homem? Já que Celina Simoni Ligeiro da Silva, até o momento, foi o único amor da vida de Aparecido Alves da Silva.  Vai ver que por esse motivo o caso foi tratado como ciúmes doentio. Quem nunca amou e não fez loucuras, que atire a primeira pedra.

Não suportando perde-la, tentou de todas as formas impedir a companheira de abandonar a família e, num ato de desespero, apertou o gatilho, atingindo-a na área peitoral. Os outros dois tiros atingiram o filho que pulou na frente dos disparos, tentando evitar uma tragédia.

O desentendimento só aconteceu, porque a mulher já estava no centro de um triangulo amoroso com um catequista da igreja católica e que pretendia deixar a família para viver com o rapaz em outro lugar.

Quando a mulher desapareceu dos olhos do convívio social, houve muitas especulações e até chegaram a comentar que Celina Simoni da Silva, era vítima de cárcere privado. A verdade, era que o triangulo amoroso já havia chegado ao conhecimento de parte da população e ela envergonhada, se refugiou numa das casas de um condomínio que pertencia a família.

Numa correspondência de punho, que foi endereçada a familiares e que foi anexada ao processo pela família da mulher, relata que ela estava reclusa em casa por sua própria vontade, só queria paz e distancia de todos, dando a entender que pretendia abandonar o marido e os filhos. A carta ela pede a todos que sigam com a vida e que sejam felizes.

Acompanhe no lick o primeiro texto: https://www.juliotake.com.br/2018/11/amor-e-tragedia.html
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