Flim começa com “Espaço do Saber” e diversidade étnica e cultural



A Festa Literária Internacional de Maringá (Flim) iniciada na manhã desta quarta, 21, contou com atividades que envolvem a literatura com outras formas de arte, valorizando a diversidade étnica e cultural do país. A Flim será lançada oficialmente, às 19h30, com um bate-papo com o titã Tony Belotto e vai até domingo, 25. Veja horários e programação completa no site festaliterariademaringa.com.br

Realizada no estacionamento do Estádio Willie Davids, a Flim conta com mais de 30 estandes que reúnem editoras e livrarias para comercialização de livros. Auditórios batizados como Espaço Capitu e Auditório Sertões recebem bate-papos, mesas redondas, oficinas e palestras com escritores do mercado editorial brasileiro.

Entre as primeiras atividades da festa literária estava a apresentação do projeto “Espaço do Saber”. A iniciativa do vereador Sidney Telles é inspirada no projeto “Sinal do Saber” do advogado Lutero Pereira que sensibiliza, por meio de faixas, os condutores com pequenas lições de Língua Portuguesa na parada do semáforo.

O vice-prefeito Edson Scabora lembrou que toda forma de cultura deve ser cultivada e que no mundo não há mais espaço para um país sem essa valorização. “A leitura é uma grande ferramenta para nos relacionarmos melhor e para que a sociedade evolua”, acrescentou.

O secretário de Cultura, Miguel Fernando, ressaltou que em menos de duas horas, a Flim já contava com mais de 600 crianças de unidades de ensino de Maringá e região. “Também estamos próximos das instituições de ensino superior e em um ponto de grande atividade noturna que contribuirá para o sucesso da festa”, frisou. Sobre o “Espaço do Saber” também fez algumas considerações. “Tem como princípio levar cultura para sociedade e esse é nosso dever. Um projeto fantástico e que entroniza, em nossa memória, informações históricas do município”, concluiu.

O Espaço do Saber terá a divulgação de cartazes contendo assuntos variados da Língua Portuguesa, da História do Brasil e das Artes em festas, parques e praças da cidade. “Somos a soma de livros que lemos. Fico feliz por saber que o projeto se tornou uma lei e contribuirá para a cidadania”, destacou o advogado Lutero Pereira.

Pela manhã a Flim também recebeu um debate com os escritores Paulo Lins (autor de Cidade de Deus) e Cidinha da Silva que falaram sobre a questão do negro na sociedade. A Cia Hespérides apresentou o espetáculo “África esse chão que eu piso” e instrutores do Centro de Ação Cultural (CAC) ministraram oficina de artesanato da cultura Indígena. Já a contadora Carolina Milão apresentou a história “Gabriel, já para o banho!” de Illan Brenman.

Deixando um legado para as futuras gerações, a Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Cultura (Semuc), realizou o repasse de cerca de 5 mil em vales-livros para alunos do CAC e da rede municipal e estadual de ensino. A festa literária será marcada ainda por shows, incluindo a apresentação do ex-titã Arnaldo Antunes, em palco na Travessa Jorge Amado, ao lado do Mercado de Maringá.
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