Definido o projeto vencedor do concurso para o Eixo Monumental


A comissão especial formada por arquitetos e profissionais do setor definiu na tarde desta quinta-feira, dia 1º de novembro, o projeto vencedor do Concurso Nacional para Requalificação do Espaço Público do Eixo Monumental de Maringá.

Depois de analisar desde a última terça-feira os 20 projetos inscritos e homologados para o concurso, a comissão multidisciplinar de julgamento escolheu como ideal para ser colocado em prática o estudo realizado pela empresa Natureza Urbana, de São Paulo.

Liderada pelo arquiteto Pedro Paes Lira, a equipe paulistana traz como proposta principal no projeto a potencialização dos espaços públicos do Eixo Monumental, priorizando sua utilização para os pedestres, como um local de encontros e celebrações.

A justificativa principal é que hoje o eixo encontra-se descaracterizado, com a presença de barreiras que resultam na fragmentação do espaço, prejudicando sua compreensão como eixo conector e estruturador.

Batizado de projeto “Eixo Vivo”, a proposta é reestruturar o Eixo Monumental de Maringá recuperando a vida urbana e a unicidade da área central.

A empresa vencedora também argumenta que a pluralidade do espaço possibilita a criação de uma identidade e promove oportunidades distintas de interação e apropriação dos lugares, configurando um panorama de desenvolvimento, inclusão e conservação.

“A cidade de Maringá apresenta uma paisagem única marcada pelo traçado urbano planejado e por seu projeto de arborização urbana que realça as principais avenidas da cidade. O plano urbanístico se desenvolveu considerando dois eixos principais: o da ferrovia, traçado no sentido leste-oeste, e o do Eixo Monumental, conformado a norte-sul”, diz o texto de apresentação do projeto pela equipe.
A divulgação final da equipe vencedora do concurso teve a presença do prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e do vice, Edson Ribeiro Scabora.

Depois do anúncio oficial do projeto vencedor, o prefeito fez questão de ligar para o líder e parabenizar toda a equipe de criação.

Também cada membro da comissão julgadora do concurso recebeu um certificado de reconhecimento pela participação.

“Vamos cumprir agora todos os prazos estabelecidos e iniciar a execução das obras previstas dentro do menor espaço de tempo possível”, assegurou o prefeito.

O ato de premiação, assim como a contratação da equipe vencedora do concurso, está programado para o dia 22 de novembro. 

A equipe vencedora assinará contrato com a Prefeitura de Maringá, no valor de R$ 1,150 milhão, para elaboração de todos os projetos executivos previstos para a área a ser requalificada.

Modalidade ideal
Com 1,8 km de extensão e área de 169 mil m², o Eixo Monumental de Maringá é um importante espaço central compreendido entre a Praça da Catedral e o complexo esportivo da Vila Olímpica.

O Concurso Nacional para Requalificação do Espaço Público foi idealizado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (IPPLAM) e Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e teve sua organização sob responsabilidade da seção Paraná do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/PR).

Aberto a participação de profissionais e entidades de todo o país ligadas às áreas de engenharia, arquitetura e urbanismo, o concurso buscou dos concorrentes inscritos a apresentação da melhor proposta de estudo preliminar de arquitetura e paisagismo, visando contratar o vencedor para a elaboração do Projeto Legal, Executivo, Memorial Descritivo, Orçamento Completo, Cronograma Físico-Financeiro, Compatibilização e Coordenação dos Projetos Complementares para a remodelação do espaço público do Eixo Monumental.

O diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá, Celso Saito, considera que a contratação pela elaboração e execução de um projeto por meio de concurso público é sinal de sucesso e grande conquista para a cidade. “Todo esse processo valoriza a racionalidade da proposta da administração municipal de sempre contratar projetos de qualidade e não só pelo menor preço, previsto nas modalidades convencionais, quando o produto apenas é conhecido depois de sua execução”, finaliza.
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