Urgente - Coca- cola está entre as empresas que praticam trabalhos escravos no brasil





 O Ministério do Trabalho divulgou nesta sexta-feira (5/10) uma nova lista de empresas e empregadores envolvidos em trabalho escravo. Dentre os nomes, está um fabricante da coca-cola e a Via Veneto, dona da marca de roupas Brooksfield Donna. 

Fora a marca de refrigerantes à ainda outros 50 novos integrantes na “lista suja”, que traz mais de 200 empregadores.

De acordo com informação, a maior marca nacional a ingressar na lista é a Via Veneto. Roupas da sua marca feminina, a Brooksfield Donna, eram costuradas por bolivianos em jornadas de mais de 12 horas em uma oficina pequena, escura e com forte odor devido à ausência de limpeza.

Na fiscalização do Ministério do Trabalho, que chegou ao local devido a denúncia, cinco trabalhadores imigrantes foram resgatados, todos bolivianos.

Entre os resgatados, uma adolescente de 15 anos. Na zona leste da grande São Paulo, os costureiros trabalhavam sem as mínimas condições e os direitos trabalhistas eram negados, não tinham registro em carteira de trabalho e eram obrigados a dormirem no próprio local de trabalho. Alguns, na cozinha.

“Fadiga, estresse, exaustão, dores nas costas, coluna, olhos e juntas, dificuldade para dormir e despertar, sono intranquilo”, foram as consequências físicas da jornada exaustiva, segundo registro do relatório de fiscalização.

Os auditores do Ministério do Trabalho, levantaram que a Brooksfield Donna repassava os pedidos de peças para a confecção MDS, que, por sua vez, repassava as peças cortadas para costura dos imigrantes bolivianos. O processo, considerado como quarteirização da mão-de-obra, foi coberto pela Repórter Brasil em matéria publicada em 2016.

A nova lista suja traz a fabricante de Coca-Cola, a Spal Indústria Brasileira de Bebidas, que integra o grupo Femsa.

Fundada no México e presente em 11 países, é considerada a maior engarrafadora de Coca-Cola do mundo.

No Brasil, são 10 unidades para engarrafamento e 43 centros de distribuição. O tamanho da empresa contrasta com o modo como seus trabalhadores eram tratados.

Os caminhoneiros e ajudantes contratados para a entrega da Coca-Cola realizavam, em média, 80 horas extras por mês.

Situações extremas chegavam a 140 horas extras por mês. Além de dias inteiros de trabalho ininterrupto na mesma semana em que o funcionário já acumulava o cansaço por fazer jornadas de 12 e 14 horas.

Na maioria dos casos, a sequência de jornadas exaustivas terminava em afastamento por atestado médico.

Os auditores entenderam que essa situação colocava em risco à saúde e à segurança dos funcionários. A fiscalização ocorreu em 2015 e 2016 em quatro unidades da Spal em Belo Horizonte e Contagem, em Minas Gerais.

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