Mutirão coleta mais de 5 toneladas de eletroeletrônicos e vidros



Mais de 5 toneladas de eletroeletrônicos e embalagens de vidro foram recolhidos, no último final de semana, em mutirão de coleta de recicláveis no Jardim Itaipu. Resultado da parceria entre as secretarias de Meio Ambiente (Sema) e de Serviços Públicos (Semusp), a ação contou com a participação da comunidade em um ato, que além de educação ambiental, auxilia na manutenção e desenvolvimento das cooperativas.

O secretário de Meio Ambiente, Ederlei Alkamim, destaca que além de computadores, impressoras e demais componentes, a comunidade destinou principalmente televisores antigos (tubo). “Com a mudança de sinal analógico para digital (prazo vai até novembro), os maringaenses estão descartando esses equipamentos. Os mutirões impedem que televisores sejam destinados incorretamente em fundos de vale, canteiros centrais e outros lugares proibidos”, assinala.

Os mutirões que já passaram pelo Parque do Ingá, Estádio Willie Davids, Parque das Palmeiras e Praça das Antenas são realizados mensalmente. No próximo mês a ação será realizada no distrito de Iguatemi. O objetivo é estar em várias regiões e distritos maringaenses e, ao mesmo tempo, conscientizar os moradores que o “lixo” é rentável para famílias de baixa renda.

Os associados das cooperativas dependem da separação dos recicláveis para terem trabalho e revenderem os materiais para empresas especializadas”, lembra Alkamim.

A presidente da Coopercanção, Adélia Xavier, destaca que apesar do aumento de volume de recicláveis para cooperativa, a comunidade ainda mistura resíduos que reduzem a qualidade e até inviabilizam a reciclagem. “Até lixo de banheiro encontramos com o material reciclável”, detalha.

Apenas com os mutirões da Sema e Semusp, neste ano, foram recolhidos mais de 20 mil quilos, lembrando que a cada tonelada separada, as cooperativas recebem R$ 203,99 da Prefeitura. O faturamento conta ainda com a venda para fabricantes de produtos com matéria-prima reciclável. Os valores são rateados entre os associados que em alguns casos obtêm R$ 2,5 mil de renda mensal.

Antes de ser comercializados, as cooperativas desmontam os eletroeletrônicos, separam vidros e demais componentes. Os materiais têm destinação para empresas específicas que fabricam diversos produtos a partir do reciclável. O vidro, por exemplo, é triturado na própria cooperativa e comercializado com fabricante de copos e embalagens conforme a qualidade do material separado. Já o plástico, cobre, alumínio e outros metais são destinados a empresas de reciclagem paulistas e paranaenses para a fabricação de diversos outros produtos.

Saiba mais
Secretaria de Meio Ambiente e Bem Estar Animal (Sema) – fone: 3293-8750
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