CPI do Transporte Coletivo recebe os primeiros depoimentos


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, instalada pela Câmara Municipal de Maringá, ouviu os primeiros depoentes, na tarde de ontem (10). 

O secretário municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Gilberto Purpur, e a gerente de planejamento do transporte coletivo, Fabiane Dantas Gimenes Pradella, responderam aos questionamentos dos vereadores Alex Chaves (presidente), Sidnei Telles (relator), Jean Marques (membro) e Chico Caiana (membro).

Em resumo, eles disseram que a concessionária Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) não comunicou, oficialmente, nenhuma dificuldade financeira e está atendendo satisfatoriamente todas as solicitações encaminhadas pelo município. 

Segundo Purpur, ampliações dos itinerários e horários das linhas é sempre estudado com cuidado para não impactar no valor da tarifa que, atualmente, é de R$ 3,90. 

“A remuneração da empresa leva em conta a despesa com funcionários, combustível, renovação da frota e investimentos. Quanto menos usuários ela tiver maior é a probabilidade de aumento no custo da passagem”, explicou o secretário.

O uso de aplicativos para o transporte de pessoas, especialmente o Uber, foi citado por Purpur como concorrente que está retirando passageiros do transporte coletivo. 

Além disso, eles afirmaram que cidades de porte semelhante a Maringá também possuem subsídios aos estudantes, idosos e deficientes e que tal medida é essencial para estimular o serviço.

Para a próxima segunda-feira (17), foram convidados a prestar informações o secretário municipal de gestão e diretor do Procon, Rogério Calazans, e o ex-vereador Humberto Henrique. A reunião da CPI será realizada no Plenário Ulisses Bruder, a partir as 14 horas.

A CPI do transporte coletivo foi instaurada no dia 7 de agosto para averiguar as atuais condições econômicas da empresa de Transporte Coletivo Cidade Canção – TCCC - e o contrato firmado entre a empresa concessionária do serviço e o município.

A CPI é composta pelos vereadores Alex Chaves (presidente), Sidnei Telles (relator) e os membros Chico Caiana, Carlos Mariucci e Jean Marques. A Comissão terá 90 dias para sua conclusão com possibilidade de prorrogação por, no máximo, 45 dias.

A CPI deverá analisar: 1- as atuais condições econômicas da empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC); 

2- o procedimento licitatório, incluindo a composição tarifária inicial, por meio do qual foi concedido o serviço de transporte coletivo à empresa concessionária; 

3- cláusulas do contrato firmado entre o município e a empresa concessionária do serviço; 

4- composição do valor tarifário e sua relação ao equilíbrio contratual, considerando os eventuais investimentos da empresa; 

5- a existência efetiva de razões para uma ruptura do contrato firmado entre as partes em questão.


Assessoria de imprensa CMM
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