Beto Richa se enrola com novo depoimento de delator da Quadro Negro




Os problemas do ex-governador Beto Richa (PSDB) com a Justiça parecem não ter fim e vai acompanha-lo por um longo tempo. Candidato ao Senado, o tucano foi alvo de um novo depoimento do ex-amigo e ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação, Maurício Fanini, preso há um ano pela Operação Quadro Negro do Ministério Público do Paraná.

Abandonado na carceragem da Policia Federal, Mauricio Fanini resolveu prestar um novo depoimento e contar o que realmente aconteceu e o que desencadeou a operação quadro negro no estado do Paraná.

Fanini, colega de Richa em viagens ao exterior e de partidas de tênis em um clube de Curitiba, afirmou em agosto, numa quarta-feira (22) que parte dos R$ 20 milhões desviados de escolas não construídas no estado tinha o objetivo de enriquecer ilicitamente o ex-governador do PSDB. 

Na delação premiada foi provada que Beto Richa é corrupto e manteve em seu governo esquema de enriquecimento ilícito, prejudicando quem precisa estudar em uma instituição estadual.

O ex-diretor Maurício Fanini disse ao MP que ele era parte de uma engrenagem que arrecadava dinheiro e propina para o governador, para o sistema de gastos de campanha e também para enriquecimento ilícito dele próprio, prejudicando os paranaenses e os adversários de Beto Richa, já que parte dos recursos arrecadados iriam para a campanha de reeleição. “Eu servi a um senhor só, que era o governador Beto Richa”, declarou.

“Após 2012, eu passo a arrecadar propina para o grupo político, para ele, para o governador. Na conversa que eu tive com o governador, ele deixa bem claro que parte desse dinheiro arrecadado eu poderia fazer uso pessoal, como se fosse o meu salário e outro eu prestaria contas mensalmente; somente a ele. Não mais a ninguém”, afirmou Fanini.

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