Água simplesmente água

Água, simplesmente água
Quem dera nesse rio de lágrimas.

Chovesse apenas uma gota d´água.

Onde pudéssemos mergulhar de corpo e alma.

Na ânsia de saciarmos nossa estonteante sede de mágoa.

Água santa, divina e cristalina
Que outrora brotava na mina
Que hoje corre o risco de ser apenas resquícios.

De uma  antiga e bela paisagem
Uma mera e singela miragem na retina.
Ontem, água da chuva que molhava a terra.

Hoje, apenas um filete e motivo de guerra.

Amanhã, se não preservar, apenas lembrança de uma era.

Bendita água sagrada e pura
Liquido precioso que cura.

Derramai sobre nós sua benção
Livrai-nos dessa loucura.

Água, simplesmente água.

Dádiva de Deus para o ser humano
Um presente do céu na intenção que o ser humano seja mais humano.

Água, simplesmente água.


Autoria – Moises Bispo dos Santos
Poeta  Mato-Grossense
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