Indígenas cobram o que lhes foram tirados

segunda-feira, 7 de maio de 2018
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Pelo jeito o projeto de Ulisses Maia, prefeito da 3º maior cidade do estado do Paraná, de dar uma atenção aos povos indígenas que circulam constantemente por Maringá fracassou. O índio, não deseja andar de graça nos coletivos, como se fosse um passeio proporcionado por sua visita a cidade verde e nem uma casa de passagem sem estrutura.

Quando os ocupantes do legislativo anunciam que estão buscando soluções para os indígenas que perambulam pela cidade, apesar de não serem suas responsabilidades e sim do chefe do executivo, mostra que o gestor não sabe bem o que fazer e nem como agir.

O problema é que a cidade canção não vê com bons olhos a mendicância e isso expõe a ferida cada vez mais aberta, de uma sociedade que prega a justiça social, mas que deixa a pobreza isolada como se fosse uma lepra, condenando os pobres a viverem de forma invisível, sem vez e voz e cheia de preconceito com quem não tem as mesmas condições de morar de forma confortável.

Os indígenas resolveram sair de seus lugares de origens e como guerreiros, estão mostrando a cara em todos os cantos de Maringá e gritando para todos, que a situação da sobrevivência é pedir mais respeito aos descentes dos primeiros habitantes do Brasil e que é necessário respeitar o meio ambiente.

Com os rios e ribeirões contaminados, o indígena não tem mais onde ir buscar o peixe. Com a derrubada de arvores, também não é mais possível caçar. O que fazer então para sobreviver?

Com o homem tido como civilizado invadindo o espaço onde os indígenas ocupavam; as florestas derrubadas e os rios onde pescavam poluídos, não há outra alternativa é preciso ir para a cidade e cobrar as custas pelo desmatamento e a poluição dos rios.

Os indígenas por falta de alimento são obrigados a migrarem das aldeias para os grandes centros para conseguir levar o alimento para quem permanece em seus locais de origens. Por isso é comum o cidadão se deparar com os indígenas, em todo o estado do Paraná, pedindo moedas e vendendo cestos.

Os grandes culpados desse povo deixar as matas para vender os seus artesanatos e para mendigar uma moeda nos semáforos de todo estado, é quem invadiu a floresta e envenenou os rios e as nascentes, deixando os nativos sem a opção de buscar o sustento. Acabaram com os alimentos dessa gente, como se fossem inimigos.

Os fazendeiros e os agricultores são os grandes culpados deles estarem perambulando pelas cidades mendigando o sustento de si e de seus familiares.

A sociedade tem que pagar as custas dos atos praticados por seus antepassados e não adianta reclamar, os filhos da floresta estão cobrando o que foram tirados em nome do progresso e de uma economia que só serviu a alguns. Por isso mais respeito ao povo indígena.

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