Umuarama - Mãe teria vendido filho para tráfico em troca de R$ 500, diz polícia

quarta-feira, 4 de abril de 2018
Mãe teria vendido filho para tráfico em troca de R$ 500, diz polícia
A denúncia foi feita pela bisavó da criança, que tem 4 anos.

Uma criança de 4 anos pode ter sido comercializada pela própria mãe por causa de R$ 500. A mulher, de 28 anos, teria optado pela venda do filho a um casal para comprar drogas. A denúncia foi feita pela bisavó do garoto. Ela foi à delegacia nessa segunda-feira (2) registrar ocorrência, em Umuarama, no Paraná.

Inconformada com a situação, a idosa foi pedir ao casal, que tem passagem pela polícia, o bisneto de volta, no entanto, foi pedida uma quantia de R$ 1 mil, segundo informações do delegado Fernando Ernandes Martins.
"A mãe disse que deixou seu filho na residência do casal porque eles queriam a criança e, por isso, passou a guarda para eles por um documento feito de próprio punho, que assinou. O casal chegou a procurar o Ministério Público para pedir a guarda provisória dele", disse o delegado.
Para apurar o caso, já que houve suspeita na versão contada pelos pais adotivos, foi aberto um inquérito. "O casal contou que se prontificou a cuidar da criança, que estaria abandonada porque a mãe tinha problemas com drogas, e que deu o dinheiro não como se estivesse comprando, mas como uma forma de ajudar", relatou.
Martins ainda acrescentou que desconfiou de uma possível troca para o tráfico, porque a mulher tem passagem por tráfico de drogas e o homem por roubo. "Vamos apurar o que eles queriam fazer com essa criança, se era para cuidar mesmo ou se era para vender para outras pessoas", afirmou.
Arrependida, a mãe do menino foi pedir o filho de volta e recebeu a mesma proposta concedida para a bisavó. "Provavelmente depois ela gastou a quantia com drogas e se arrependeu do que fez, mas o casal teria dito que só o devolveria se ela pagasse R$ 1 mil. E a mãe ficou por ali também", comentou.
Caso seja confirmado o crime, a mãe pode responder por abandono material e intelectual da criança. O casal também seria enquadrado por subtração de incapaz.

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