Doutor Camargo – Deputado federal que aprovou emenda pra cidade é denunciado por peculato e lavagem de dinheiro

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
                             Não adianta reclamar, foi pego na operação Gafanhoto e 
                            agora se tornou publico o que fez quando exerceu o cargo 
                            de deputado estadual.

O Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu essa semana a denúncia contra o deputado federal Luiz Nishimori(PR) pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Ele foi denunciado pela Procuradoria Geral da República.

Nas provas que foram anexadas dão conta de que Luiz Nishimori empregou nove funcionários fantasmas quando era deputado estadual no Paraná, entre os anos de 2003 e 2010, desviando mais de dois milhões para o pagamento de fantasmas.

Na mesma investigação, dezenas de políticos do Paraná começaram a ser investigados na Operação Gafanhoto, por suposta apropriação de salários de funcionários fantasmas.

A denúncia contra Nishimori é resultado das investigações do inquérito 3508, que tramitava de forma sigilosa no STF desde 2012. A acusação foi recebida pelos ministros da Primeira Turma do STF, por unanimidade, nesta terça-feira (20).

Em entrevista aos órgãos de imprensa da capital Nishimori afirmou que a denúncia “não tem qualquer fundamento”. “Estranho isso aparecer em ano eleitoral. Mas vou me defender”, limitou-se o parlamentar.

Mas não explicou porque o inquérito contra ele tramita desde 2012 no Supremo Tribunal Federal e que acaba de ser acolhido como denuncia na corte maior do país.

O advogado do parlamentar paranaense, que deve estar sendo pago a peso de ouro, Rodrigo Mudrovitsch, se manifestou, através de uma nota: “A denúncia faz acusações completamente infundadas contra o meu cliente. Respeito a decisão do STF, mas tenho convicção de que a improcedências da acusação será evidenciada durante a instrução processual. Não houve ainda qualquer juízo de culpa a respeito do meu cliente por parte do STF”.

Na narrativa da Procuradoria Geral da República, foi montado um esquema de desvio de verbas públicas por meio da nomeação de pessoas que não exerciam suas funções. A partir daí, contas bancárias eram abertas, em nome dos “funcionários”, para depósito dos respectivos salários. Mas os valores eram retirados na quase totalidade para, em seguida, surgirem em depósitos anônimos realizados em cinco contas bancárias que seriam movimentadas pelo deputado do Paraná, segundo a PGR.

Para o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, a denúncia merece prosseguir, pois cumpre os requisitos de admissibilidade. Para o magistrado, a PGR traz elementos suficientes para a abertura da ação penal.

Outros maringaenses envolvidos
De acordo com levantamentos ouve outros deputados estaduais que se envolveram no mesmo crime em Maringá.

O mais famoso desses casos, foi do ex-deputado Joel Geraldo Coimbra que manteve em seu gabinete vários funcionários fantasmas.


Outro ex-deputado estadual de Maringá que responde pelo mesmo crime de peculato e lavagem de dinheiro é Ricardo Maia, que ensaia a sua volta ao cenário político estadual. Maia, é irmão do atual prefeito de Maringá, Ulisses Maia, que é filiado do PDT.


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