Mulher denuncia estupro por integrante de corrente do PSOL

Uma professora moradora de Brasília usou as redes sociais para denunciar um estupro que sofreu por um integrante do grupo MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista), corrente hoje ligada ao partido PSOL.


No começo do relato, Luíza Oliveira diz que o abuso sexual ocorreu no dia 14 de outubro do último ano. "Eu estava passando por um momento difícil. Durante o fim de 2016, eu e meu companheiro havíamos nos separado. Fui passar uns dias na casa do meu melhor amigo, em São Paulo, para ver se ajudava. Ele morava com um amigo. Ambos são dirigentes nacionais de uma mesma organização política", escreveu.
Em seguida, a professora conta que bebeu uma grande quantidade de álcool. "À noite, bebemos em dois bares e ainda paramos em uma conveniência pra comprar mais bebida. Fiquei completamente embriagada. O cara que morava com meu amigo insistiu pra ficar comigo. Disse que não, duas vezes. Não tive o direito de decidir. Sem que eu tenha memória ou consciência do que se passou, acordei no seu quarto", relata.
Luiza diz ainda que, assim como é o caso de muitas mulheres, demorou para reconhecer que "foi estupro". Após meses, ela disse que contou para o amigo o que havia acontecido. "Ele riu da minha cara, me xingou e disse que eu era uma mentirosa. Logo ele, que era a pessoa que eu amava como um irmão. A revolta me fez reagir. Busquei a DEAM em Brasília, o Ministério Público e a DEAM em São Paulo e registrei o BO", disse.
O blog "Escreva Lola Escreva" publicou uma nota do MAIS sobre o caso, em que o movimento diz que "nenhuma das testemunhas confirma a versão de Luiza de que ela estava embriagada a ponto de perder o controle sobre seu corpo e suas decisões. Essas pessoas estavam presentes no bar e na casa onde o fato ocorreu, estão entre elas três mulheres (sendo uma delas negra) e um homossexual, todos conscientes e sensíveis ao debate de opressões".
Após a repercussão negativa, o movimento publicou outra nota no dia 30 de setembro, alegando que a intenção da corrente "nunca foi deslegitimar ou enfraquecer a luta feminista".

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