Comissão aguarda reivindicações e estudos para continuar discussões

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
A comissão criada para regulamentar o transporte de passageiros pelo Uber em Maringá aguarda definições dos taxistas e da forma como o Município vai realizar a cobrança de impostos para encaminhar novas etapas do trabalho. Apesar da ausência de regulamentação e das multas aplicadas pela falta de alvará, o aplicativo continua funcionando na cidade.

O secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, explica que os membros da comissão já estudaram custos que incidem sobre o Táxi e o Uber. O Município se posicionou favorável em revogar o decreto que estabelece exigências aos taxistas. Uma nova regulamentação para o setor será editada, mas a categoria ainda não apresentou formalmente suas demandas.

Na Secretaria da Fazenda, a análise é sobre qual a metodologia será utilizada para a cobrança de impostos da Uber. “Estamos estudando modelos de cidades que já regulamentaram o serviço, como Porto Alegre e São Paulo, para encontrar a proposta mais viável em nossa cidade e que viabilize o sistema,” explica o secretário, Orlando Chiqueto.

Já na esfera administrativa, a prefeitura deve implantar nos próximos dias a terceira multa à Uber devido a falta de alvará de funcionamento. O valor é de R$ 3.999,60 e até momento a empresa não requereu autorização para exercer atividade comercial na cidade, nem apresentou recurso das multas que somam R$ 6.999,60.

A comissão foi criada no mês passado pelo prefeito Ulisses Maia, para quem o Uber é uma realidade nas principais cidades do mundo e Maringá precisa encontrar uma solução para o impasse. “Proibir, apenas por proibir, em outras cidades não deu certo”, diz Ulisses. O objetivo é buscar o entendimento em meio a polêmica, equilibrando a concorrência entre Uber e Táxi. O grupo é formado por vereadores, taxistas e representantes da Prefeitura. 

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